Conheça a história da maior casa noturna de Curitiba! Os anos eram 1976 e 1977, quando o idealizador Gilmar Berte frequentou as baladas da época. Em 1978 foi um ano onde misturou frequentar as baladas e trabalhar em uma equipe de som com mais um sócio, tocando em festas e casas noturnas, e assim foi até meados de 1980. No final desde mesmo ano, finalizou a sociedade e montou uma equipe de som próprio, onde colocou o nome de “SISTEMA X”, devido a disposição das caixas de som nos quatro cantos da pista. Com muito trabalho e perseverança superando inúmeras dificuldades, tocou e animou baladas e festas em todos os clubes sociais conceituados da grande Curitiba. Em dezembro de 1984 alugou a sede da antiga Sociedade Trieste Futebol Clube, em Santa Felicidade. Ali foi projetada e construída a DANCETERIA SISTEMA X, inaugurada em 1° de fevereiro de 1985. Assim nasceu a mãe de todas as baladas, que com seu tremendo sucesso foi copiada e imitada por todas as outras que depois surgiram. Foi uma casa noturna de muito sucesso até o ano 2002, quando foi fechada devido a mudanças de zoneamento na cidade de Curitiba. O proprietário, funcionários e principalmente os frequentadores ficaram sem aquela que era a principal referência na noite Curitibana, porém essa história não terminaria aqui. Depois de quatro anos e muita procura surgiu um local possível para se remontar a nova super casa noturna de Curitiba. Em 13 de maio de 2006, renasce a SISTEMA X Geração II, que como um vulcão adormecido retorna com um sucesso intenso e imediato. A noite Curitibana voltou a brilhar e tem sido assim até hoje, uma história de muito sucesso que continuamos escrevendo juntos, a família SISTEMA X e você por este e muitos anos que ainda virão.

GAZETA DO POVO – CADERNO G

Publicado em 16/03/2014 

Se a noite curitibana tem um comandante ele é Gilmar Berte. Seu quartel-general é a casa noturna Sistema X, empresa criada por ele em 1978 e que, desde então, resiste como referência de balada popular da cidade. Devoto das lições do livro A Arte da Guerra, o pequeno tratado de estratégia militar escrito há 24 séculos pelo general chinês Sun Tzu, Berte as aplica para tocar seu negócio no ramo em que foi pioneiro e onde viu concorrentes surgirem e desaparecerem, enquanto nunca parou de se reinventar. Ancestral do DJ, Berte operava os gravadores de rolo no final dos anos 1970

A casa sempre foi aberta a todas as inovações “Flashbacks, sucessos e novidades”. É preciso conhecer seu inimigo – que às vezes pode ser você mesmo – e conduzi-lo para condições desfavoráveis”, filosofa. Com esta estratégia, a Sistema X sobreviveu a diversos planos econômicos e crises nos anos 1980 e 1990. Passou por cima de campanhas difamatórias da “imprensa policial sensacionalista”, que tachava a casa como reduto de confusões e arruaças. “Se existe um problema de violência, nós estamos inseridos como vítimas, a exemplo do resto da sociedade. Nós não fabricamos a violência”, argumenta. Neste sábado, depois de uma rápida reforma, a Sistema X reabriu para comemorar 35 anos de boêmia. Com espaço seguro para três mil pessoas e equipamentos de tecnologia de ponta, a casa enfrenta um novo desafio: incorporar ao público fiel, que vive nos bairros de periferia da cidade, aquele que ainda resiste a frequentar a casa em função da fama popularesca que ela ganhou em suas três décadas e meia de funcionamento.“As pessoas que não conhecem a Sistema X às vezes têm uma ideia errada. Se viessem, veriam que a realidade é bem diferente. Estão todos convidados”, intima.Gravador de roloPara entender a importância de Berte como barão da noite curitibana é importante conhecer a sua trajetória de desbravador das baladas locais.Nascido na zona rural de Toledo, no oeste do estado, Berte veio com a família para Curitiba em 1976. Fixaram-se em Santa Felicidade, na época um lugar bucólico, cheio de chácaras. Logo começou a trabalhar como carregador de sacos num moinho de farinha do bairro, lida apropriada para seu porte de boxeur peso pesado.Ao mesmo tempo, alguns amigos o convidaram para ser sócio de uma “equipe de som”, grupos que possuíam equipamentos e animavam bailes, saraus e boatinhas nos clubes de Curitiba. Naquela época de embalos de sábado à noite, essas equipes eram populares no país. A mais famosa era a Furacão 2000, que organizava bailes de música black no Rio de Janeiro.O nome veio de uma solução acústica criada por Berte e seus parceiros de então, que passou a ser o diferencial de sua equipe.“A gente inovou. Colo­cávamos nosso equipamento não tão potente, mas posicionado nos quatro cantos do salão para criar o som em X. Era menos agressivo que os paredões que as outras equipes faziam e mais envolvente”, explica. Por volta de 1981, os parceiros ficaram pelo caminho e Berte seguiu sozinho como operador de som, tocando com gravadores de rolo (veja foto ao lado).Em 1985 surgiu a oportunidade de locar o imóvel da Sociedade Trieste, em Santa Felicidade. Ali, ele abriu a Sistema X.A casa era inovadora, conta Berte, a primeira com duas pistas no país. “Para agradar a um leque maior de clientes com gostos musicais diferentes”, conta.Um sucesso. A casa reunia um público de duas mil pessoas por noite. Até o início dos anos 1990, a Sistema X reinou sozinha na noite de Curitiba. Com o êxito, Berte ampliou o negócio e criou uma rede de clubes: Milleninum, em Pinhais; Magic, em Guarapuava e Ponta Grossa; e 360 Graus, em Curitiba, além da Sis­­­­tema X.Em 2002, o boom imobiliário de Santa Felicidade transformou os sítios em condomínios que o repeliram da vizinhança. Berte redefiniu a estratégia. Fechou todos os clubes. Em 2006, reabriu a Sistema X em seu endereço atual, em um antigo galpão da cidade industrial.

Linha do tempo

Relembre os principais momentos da trajetória da Sistema X:
1978 – A Equipe de Som Sistema X começa a animar bailes em clubes. Na época, as pistas ferviam ao som da musa disco Donna Summer.
1985 – Gilmar Berte aluga o prédio na sede do clube Trieste, em Santa Felicidade, e inaugura a casa noturna Sistema X. Madonna mandava nas paradas de sucesso.
1996 – Momento auge da “noite” curitibana. Na Sistema X sempre lotada, o som que rolava eram as batidas do Snap! e o poperô do Technotronic.
2006 – A música eletrônica se moderniza e ganha status de arte. A Sistema X muda para a BR 277. Os mega DJs, como Tiësto e David Guetta passam a dar as cartas.
2014 – A Sistema X chega aos 35 anos com a “cabeça aberta” para flashbacks, sucessos e novidades, como o rapper Pitbull e o funk do MC Guime.